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cosmelanio

Helen McCrory interpreta Narcisa nos filmes 

Uma personagem que pouco foi citada durante toda a saga e que teve pouquíssimas falas na trama, se tornou, em Harry Potter e as Relíquias da Morte, uma das bruxas mais importantes da saga do bruxo Potter. Estando muitas vezes lutando ao lado do Lord das Trevas, os sentimentos que a dominavam puderam ser compreendidos justamente nos capítulos finais da Guerra Bruxa. Percebemos que ela, mais do que qualquer um dos Bruxos, foi a mais corajosa, eu diria até mais corajosa do que o próprio Harry Potter. Ela foi Comensal da Morte, e fez muito bem esse papel. Não estou dizendo que ela é boa, que tem sentimentos bons, o que quero dizer é que ela seguia mais os seus ideais do que os do Lord das Trevas. Quando era para combater nossos heróis ela não era uma das mais ávidas, percebíamos que não dava tudo de si, como Bellatriz. E quando chegou a hora de decidir entre um e outro, ela escolheu um terceiro: o amor.

O mesmo amor pelo qual Lílian Potter se sacrificara. O amor maior: O amor por um filho.

(O mito de Narciso)


O Nome de Narcisa, talvez tenha sido retirado de um dos mais “Belos” (aqui, leia-se ao pé da letra), mitos da Grécia antiga. Narciso .... que era tão belo, mas tão belo, que além de fazer com que a Ninfa Eco se apaixonasse por ele, o próprio Narciso apaixonou-se por si ao ver-se num reflexo da água. Por isso, quando dizemos que alguém é narcisístico, estamos nos referindo a uma capacidade de exaltar-se em demasia. em uma de suas características, JK Rowling a descreve com a aparência de uma mulher afogada.

“Narcisa baixou o capuz. Era tão pálida que parecia refulgir na escuridão; a cabeleira loura descia pelas costas, dando-lhe a aparência de uma mulher afogada” (JK Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe – p.23)

Para quem não conhece o mito de Narciso, o próprio se apaixona por seu reflexo na água e acaba morrendo afogado. Outra parte do mito conta que uma deusa transformou-o em uma flor após sua morte e a principal representante das Flores Narciso é a cor branca, como a própria Narcisa Malfoy.

“Ela despiu a capa, atirou-a para um lado e se sentou, olhando para as mãos brancas e trêmulas que cruzara ao colo.” (JK Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe – p.23)


Casada com o mal encarado Lúcio Malfoy, Narcisa construiu uma boa vida embasada na fidelidade ao Lord das Trevas e na preservação do bem estar de sua família. Logo que conheci seu filho (Draco Malfoy) no primeiro volume da saga, pensei que a mãe também apareceria e se mostraria tão esnobe quanto o filho. Não demorou muito para que a raiz do mau caráter de Draco aparecesse, porém, me decepcionei, pois esperava uma maior atuação da Narcisa, mas ao ver as aparições de Lúcio, fui me conformando.

Esse personagem, talvez, não tenha tanta importância... não agora, Pensei.

Foi quando eu não esperava nada dela quando a mesma me surpreendeu nos capítulos iniciais de Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Aí volto ao mito de Narciso, pois no 6º livro, podemos ter uma ideia do porque desse nome, então isso é o que eu imagino: O mito de Narciso é baseado na preservação, na admiração, na exaltação de usa imagem. Pelo que sabemos, Narcisa é devotada ao marido e, para os que já leram Harry Potter e as Relíquias da Morte, morreria pelo filho. Encontramos aqui, não uma exaltação de si mesma, e sim uma proteção exagerada para com a família, considerada pela bruxa, um único ser. Narcisa é tão devotada a Lúcio, quanto ao filho, por isso a família divide as mesmas características (personalidade, medo do Lord das Trevas e até os cabelos). Não há uma divisão na família, Lúcio a tem em primeiro lugar, Draco recebe essas características do pai e quanto a Narcisa, é a responsável por manter essa família intacta. Como Narciso se sentia atraído por sua própria imagem, a bruxa se sente na obrigação de proteger o núcleo do qual faz parte.

(Narcisa Malfoy e Belatriz Lestrange)

Tanto é verdade, que a autora colocou uma cena em que Narcisa, de maneira bem (eu diria) sofisticada, desafia a toda poderosa e sedenta de sangue, Belatriz Lestrange, por duas vezes.

A primeira vez, quando esta tenta impedir Narcisa de pedir para que O Príncipe Mestiço ajude Draco em sua missão:
 “ – Me largue, Bela! – bradou Narcisa, puxando uma varinha de dentro da capa e apontando ameaçadoramente para o rosto da outra. Bela apenas sorriu.- Ciça, sua própria irmã? Você não faria..- Não há mais nada que eu não faça – sussurrou Narcisa, com uma nota de histeria na voz, e, quando baixou a varinha como se fosse uma faca, houve mais um lampejo. Bela soltou o braço da irmã como se houvesse recebido uma queimadura.” (JK Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe – p.22)

A segunda vez que Narcisa mostra sua personalidade forte, quando para defender a sua família, é ainda contra Bela, sua própria irmã. Dessa vez, Narcisa vê uma ameaça a outro membro de igual importância na sua família, Lúcio:

“- Aquilo não foi minha culpa! – Protestou Belatriz corando. – No passado, o Lorde das trevas me confiou seu mais precioso... se Lúcio não tivesse...- Não se atreva... não se atreva a culpar meu marido! – disse narcisa em tom baixo e letal, erguendo os olhos para a irmã.” (JK Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe – p.28-29)
 
Essa é uma das passagens que mais me fascinam, pois a personagem mostra mais uma vez que não se deve mexer com sua família. No texto original a segunda sequência de “se atreva” (aqui em negrito e sublinhado) está mais destacado que o texto normal, ou seja, a autora quis dar veracidade e poder às suas palavras. Outra palavra fez-me arrepiar, o uso do adjetivo “letal”, o que denotava já na entonação da leitura da frase.

Até aqui percebemos que todas as demonstrações de fúria de Narcisa surgem simplesmente para proteger à família, o que mais reforça essa fúria, é o fato de ser contra sua própria irmã. Ou seja, a família que Narcisa construiu, é muito mais valiosa para si, do que a que ela já era inserida, por isso as ameaças à Belatriz. Fico a imaginar se fosse outro membro a ameaçar a segurança dos Malfoy do que ela seria capaz.

Uma dessas ameaças se deu quando o Lord das Trevas ordenou que o jovem Malfoy desse cabo da vida o diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore. Essa ameaça a segurança do jovem Malfoy foi tão forte que Narcisa foi aos extremos e pediu ajuda a Severo Snape, obrigando-o a fazer o voto perpétuo.

(O voto perpétuo)


Voto perpétuo: Faz uma espécie de ligação entre os envolvidos, para que uma determinada promessa seja cumprida. Para realizar esse feitiço precisa-se de um avalista (pessoa que serve de "testemunha" e ao mesmo tempo trata de realizar o feitiço em si), da pessoa que propõe o voto e da que se dispõe para realizá-lo. Uma vez realizado voto, se a pessoa que prometeu cumpri-lo não o fizer, será morta.

Não precisei imaginar tanto para que mais uma ameaça aparecesse. Não. Não foi contra Belatriz, dessa vez a ira de Narcisa ia se superar, pois seria contra uma pessoa alheia aos seus laços de sangue. Se ela era capaz de ameaçar (até ferir) sua própria irmã, imagina contra alguém que, a qualquer momento poderia matar seu marido e que acima de tudo, mandou seu filho numa aventura mais do que arriscada, que lhe colocava a vida em cheque.

Lord Voldemort presenciaria até onde Narcisa Malfoy iria para salvar sua família.

Tudo começa quando Harry Potter e as Relíquias da Morte tem início, pois a Guerra Bruxa está em seu auge e encontramos a família Malfoy acuada, temerosa pelos acontecimentos. O Lord das Trevas não poupa ninguém e mais cedo ou mais tarde, alguém teria de pagar por tudo.

Encontramos uma participação dos Malfoys no Capítulo 23, chamado A MANSÃO DOS MALFOY. Lá temos mais uma prova da grande devoção de Narcisa pela família, em especial pelo filho. Temos como exemplo a cena em que Dobby solta o lustre em cima do grupo de bruxos, entre eles Harry, Rony, Hermione, Narcisa, Draco e Belatriz. Quando o barulho do lustre caindo começa o primeiro pensamento de Narcisa é o filho. Ela não pensou se ia ser esmagada pelo lustre, ou se Harry, Rony e Hermione iam se aproveitar da situação para atacá-los, não. Ela pensou nele, no seu filho.

“Enquanto Narcisa arrastava Draco para longe, tentando poupá-lo de outros ferimentos...” (J.K. Rowling, 2007 – p.368)

Então Narcisa Malfoy faria Lord Voldemort pagar por tudo o que ele já fizera a sua família. Ela se vingaria daquele culpado por ter colocado seu marido e seu filho no meio de tantos perigos. Nunca saberemos se foi REALMENTE essa a intenção da personagem, mas é o que posso imaginar que tenha acontecido, tendo como base as circunstâncias.

Concluo minha humilde opinião, com o desfecho das ações dessa personagem que ousou trair o Lorde das Trevas.

No momento em que Harry se entrega a Voldemort, e que ele retorna da Passagem, onde teve o diálogo com Alvo, acontece a seguinte cena:

“fez-se absoluto silêncio na clareira. Ninguém se aproximou de Harry, mas ele sentiu que os olhares se concentravam nele, pareciam empurrá-lo mais fundo no chão, e apavorou-se que uma pálpebra ou um dedo seus pudessem mexer”. (J. K. Rowling, 2007, p.564)

Perceba que nessa cena, tanto o Lord das Trevas quanto os comensais da morte acham que Harry Potter está morto. Tanto é que Voldemort quer ter certeza e toma uma atitude:

(Cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte Pt. 2)

“ – Você [aqui, ele está falando com Narcisa] – Disse Voldemort, e houve um estampido e um gritinho de dor. – Examine-o. Me diga se está morto.”(J. K. Rowling, 2007, p.564)

Perceba aqui, que o “estampido” foi a execução de um feitiço em Narcisa e o “gritinho” foi porque ela não estava esperando por isso.

Então Voldemort, pela segunda vez, cometeu um erro que nunca deveria ter cometido.

A primeira vez foi mexer com uma MÃE que faria de tudo para proteger seu filho. A mãe: Lílian Potter. O filho? Harry Potter.

E a história estava prestes a se repetir, só que dessa vez, essa mãe não fez diferente, essa mãe também não estava disposta a morrer, pois assim deixaria seu filho sozinho nas mãos do Lord.

A mãe? Narcisa Malfoy.

“Harry não sabia quem ele mandara verificar . só lhe restava ficar parado, com o coração batendo forte, traindo-o, e aguardar ser examinado, mas, ao mesmo tempo, registrando, embora isso não fosse grande consolo, que Voldemort suspeitava que tivesse havido uma falha no plano...Mãos mais leves do que imaginara, tocaram em seu rosto, ergueram uma pálpebra, se introduziram sob sua camisa e sentiram seu coração. Ele ouvia a respiração rápida da mulher, seus longos cabelos fizeram cócegas em seu rosto. Harry sabia que ela ouvia a pulsação ritmada da vida contra suas costelas.” J. K. Rowling, 2007, p.564)

Não tenho vergonha de admitir que chorei nessa parte, me arrepiei quando Narcisa pronunciou as seguintes palavras:

“Draco está vivo? Está no castelo?” (J. K. Rowling, 2007, p.564).

E quando Harry confirmou a ela que seu filho estava salvo, ela, agradeceu da melhor maneira possível, dando-lhe a vida:

(Cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte Pt. 2)

“Harry sentiu a mão em seu peito se contrair; suas unhas o espetaram. Então ela retirou a mão. Sentara.- Está morto! – Anunciou Narcisa Malfoy para os Comensais da Morte”.(J. K. Rowling, 2007, p.564)

Estávamos lutando há muito tempo. Nossos amigos bruxos cresceram e foram se tornando cada vez mais fortes ao passarem por todas essas batalhas. Com Narcisa não seria diferente. Ao final ela teria que decidir: Obedecer ao Lord das Trevas e pôr sua família em risco, ou pôr a própria vida em risco na tentativa de salvá-los.

Assim como Lílian Potter, ela escolheu o amor pela família.

Quando estava fingindo, Harry Potter compreendeu a ação da Comensal da Morte. Fiquei triste por um lado: a autora devia ter dado mais crédito a ela. Ela mereceu.

“Ainda fingindo-se de morto, ele compreendeu. Narcisa sabia que a única maneira de lhe permitirem entrar em Hogwarts e procurar o filho era participar do exército conquistador. E já não se importava se Voldemort venceria ou não” (J. K. Rowling, 2007, p.564)

Uma das últimas cenas de Narcisa foi, justamente a sua recompensa:

“... e Lúcio e Narcisa Malfoy correndo entre a multidão, sem querer tentar lutar, chamando, aos berros, pelo filho” J. K. Rowling, 2007, p.571)

O que o amor significa para os bruxos? E para os trouxas? Porque nós encontramos bruxos incapazes de amar? O que o amor significa para nós? A luz e as trevas existem no mundo e dentro de cada um. Com Narcisa não foi diferente, mais do que dentro desi, ela vivia entre luz e trevas no mundo físico.

Luz: a família e o amor para que ela vivia.
Trevas: a vida como comensal da morte.

A luta entre luz e sombras vai continuar como sempre, no entanto tudo vai ficar bem enquanto mantivermos a luz em primeiro lugar. Foi exatamente o que Narcisa fez.

Ao final, a pessoa que imaginávamos que fosse chutar a cara de Harry Potter, ou denunciá-lo enquanto ele estava na pior, foi justamente aquela que o salvou.

Então, a personagem que mostrou para Voldemort o verdadeiro sentido do amor, não foi Harry Potter, foi a única, que além de ser Traidora, foi uma Heroína anônima.

 


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(Emma Watson interpreta Hermione nos filmes)

Tinha um tom de voz mandão, os cabelos castanhos muito cheios e os dentes da frente meio grandes. (J.K. Rowling, 2000 – p. 94)

Essa é a primeira descrição de uma das personagens mais importantes da Saga Harry Potter. Hermione Jean Granger se tornaria aliada e melhor amiga do bruxinho que dá nome a série e seria a encarregada de, muitas vezes, livrar as peles de Harry e Rony de muitas encrencas.

Não pretendo tratar de contar aqui um resumo de sua trajetória em Hogwarts, muito menos fazer uma associação de importância para com os outros personagens. Minha intenção é fazer uma análise sobre a bruxinha enquanto grifinoriana. Percebi (e vejo que os fãs mais ávidos dela também) que Hermione estava na Grifinória simplesmente pelo mesmo motivo de Harry Potter. Para os que não lembram, no primeiro ano de Harry em Hogwarts, durante a cerimônia de seleção das casas, ele pediu ao Chapéu Seletor que não o mandasse para a Sonserina e, como o próprio Dumbledore o informou, o Chapéu leva o desejo das pessoas em consideração.

Então encontramos nossa bruxinha na casa que é a “queridinha” de J. K. Rowling. Na Grifinória Hermione fez muitas coisas, coisas excepcionais, porém, muitas dessas características que cabem a ela poderiam levá-la simplesmente à Corvinal. Sim, na minha visão, acho que o Chapéu seletor teria enviado Hermione à Corvinal. Porém, devemos atentar para uma fato muito importante, que muitas pessoas não atentaram: a própria Hermione queria ir para a Grifinória.

“Hermione saiu quase correndo até o banquinho e enfiou o chapéu, ansiosa”.
(J.K. Rowling, 2000 – p. 107)

Então você deve estar se perguntando, como Hermione foi parar na Grifinória se não vimos ela pedindo ao Chapéu Seletor, como fez Harry? A resposta não é muito simples, afinal essa é uma daquelas que segue implícita no texto e deve-se antes conhecer a natureza do Chapéu Seletor.

Originalmente, o chapéu pontudo de bruxo que hoje é o chapéu seletor, pertencia a Godric Gryffindor. Ele foi enfeitiçado pelos quatro bruxos fundadores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, com um bocado de suas mentes e outro tanto de suas personalidades. Isso ocorreu porque, quando Hogwarts foi fundada, os quatro fundadores determinaram para cada um, uma Casa, que representaria muito da personalidade de cada bruxo fundador. Portanto, cada aluno que chegasse à escola era escolhido de acordo com os fundadores para a casa onde melhor se encaixasse. Acontece, que eles precisavam de criar uma maneira de separar os alunos futuramente, quando não estivessem mais presentes para fazê-lo. A ideia de Gryffindor, foi então enfeitiçar o chapéu. (Wikipédia)

Perceba na evolução dos livros que os dos fundadores das casas de Hogwarts estão ainda presentes , sejam em legados físicos, sejam em ideais. Com o Chapéu Seletor não foi diferente, pois o mesmo tinha que fazer a seleção justa e para isso, precisaria “Ler Mentes”. Se o objetivo era fazer uma seleção de acordo com as características do aluno, era REALMENTE necessário que ele pudesse saber o que se passa na mente dos alunos, como podemos perceber na citação abaixo.
 
Harry apertou as bordas do banquinho e pensou Sonserina, não, Sonserina, Não.
- Sonserina, não, hein? – Disse a vozinha – Tem certeza? Você poderia ser grande, sabe, está tudo aqui, na sua cabeça e a Sonserina lhe ajudaria a alcançar essa grandeza, sem dúvida nenhuma, não? Bem, se você tem certeza, ficará melhor na GRIFINÓRIA!”.
(J.K. Rowling, 2000 – p. 107)

Na verdade, o estudante, ouve, como Harry ouviu, as considerações do chapéu. Ele pode conversar silenciosamente com o estudante. (Wikipédia)

E FOI ASSIM QUE HERMIONE ENTROU NA GRIFINÓRIA! Não porque o Chapéu Seletor quis mandá-la e sim, porque ela quis ir para essa casa. Relembremos uma passagem em que ela encontra Harry e Rony pela primeira vez em um vagão no Expresso de Hogwarts:

“Já sabem em que casa vão ficar? Andei perguntando e espero ficar na Grifinória, me parece a melhor, ouvi dizer que o próprio Dumbledore foi de lá, mas imagino que a Corvinal não seja muito ruim...” (J.K. Rowling, 2000 – p. 95)

Vemos que Hermione já tem uma ideia feita sobre a casa em que deseja ficar e, já a partir daí, ela nos mostra um pouco dessa “grandeza” que ela busca ao dizer que quer entrar na “Melhor” casa. Note que, de uma maneira bem destacada ela chega a cogitar a Corvinal, a que, na minha opinião, seria a verdadeira casa dela.

Porém não é à toa que ela é uma das protagonistas. E uma das características dos três principais da série é a busca do próprio destino de acordo com seus ideais. Aconteceu com Harry o tempo todo, ele deixou de lado o que ele tinha que fazer, o que estava predestinado e fez o que QUERIA FAZER. Com Rony foi o mesmo e um dos exemplos mais claros foi em Harry Potter e as Relíquias da Morte, quando este, após abandonar Harry e Hermione, retorna para o grupo.

Porém, com Hermione essa atitude foi acontecendo aos poucos e, na minha visão, ela ter entrado par a Grifinória foi a primeira fuga da personagem de seu destino. E que destino seria esse? A Corvinal.

Logo no primeiro livro encontramos uma descrição da casa feita pelo próprio Chapéu Seletor que diz:


“Ou será a Velha e sábia Corvinal,
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber,
Sempre encontrarão companheiros seus iguais”.
(J.K. Rowling, 2000 – p. 105)

“A casa dos que têm a mente sempre alerta”: Quem tem a mente sempre alerta na Saga Harry Potter? Quem sempre tem um plano? Quem sempre tem uma resposta na ponta da língua? Quem já leu [praticamente] todos os livros da biblioteca? Quem [praticamente] foi a única que leu Hogwarts: Uma história? Devemos concordar que essa característica da Corvinal acompanha Hermione em todos os livros, desde o primeiro, quando o próprio Dumbledore a define na frente de todos no salão:

“– Segundo: à Senhorita Hermione Granger... pelo uso da lógica inabalável diante do fogo, concedo à Grifinória cinquenta pontos.” (J.K. Rowling, 2000 – p. 260)

“Onde os homens de grande espírito e saber, sempre encontrarão, companheiros seus iguais”: Essa citação pode ser comparada a fama que os alunos da Corvinal tem, pois a casa é conhecida como o lar dos alunos mais sábios.

Os membros da Corvinal são inteligentes, perspicazes e gentis, ainda que misteriosos. Possuem uma grande sede de conhecimento e pensam rápido na hora de dizer algo gracioso. Também pode ser percebido algum tipo de sensibilidade peculiar em cada um dos membros dessa casa. A Corvinal também tem fama de ter as meninas e os garotos mais bonitos de toda a Escola, mas talvez isso seja só coincidência ou mito. (Wikipédia)


Hermione Granger, de qualquer forma, escolheu a Grifinória, pois a casa responderia melhor a seus ideais. Mesmo assim, ela tinha a noção, em toda a saga, que se não tivesse ido para a Grifinória, ela teria entrado para a Corvinal, como aconteceu em Harry Potter e a Ordem da Fênix:

No livro 5, durante uma reunião da AD, quando perguntada por um aluno da Casa, Hermione Granger confessa que o chapéu mencionou em manda-lá para a Corvinal (obviamente por causa da sua inteligência incomparável) mas no final concluiu que seu lugar era na Grifinória. (Wikipédia)

– Como é que você não pertence à Corvinal? – perguntou Boot, fixando-a com um olhar próximo ao assombro. – Com uma inteligência dessa?
– Bom, o Chapéu Seletor pensou seriamente em me mandar para Corvinal – contou Hermione, animada –, mas acabou se decidindo pela Grifinória. Então, isso quer dizer que vamos usar os galeões? (JK. Rowling. ODF, 2003)

Hermione, porém, entrou na Grifinória, e parafraseando Olivaras, ela fez “Grandes coisas, coisas incríveis”. Foi na Grifinória que ela encontrou seus melhores amigos, foi na Grifinória que ela desempenhou um papel fundamental na Guerra Bruxa e levou a vitória para o lado do bem. Por mais que tenhamos motivos suficientes para achar que ela deveria ser da Corvinal, encontramos motivos também que fazem com que ela se identifique com a casa do leão.

Hermione Granger é uma intrusa, mas uma Intrusa que veio para ajudar, para modificar e trazer conhecimento e astúcia a uma dupla que não tinha lá grandes dotes de inteligência. Por escolher a Grifinória, Hermione acaba por completar um dos trios mais famosos da literatura infanto-juvenil. Creio que entre Corvinal e Grifinória, ela teria desempenhado grandes funções nessas casas, independentes da escolha do Chapéu seletor. Porém, a Casa da Águia e a Casa do Leão, estarão sempre na Mente e no Coração da bruxa.

Em diversas partes dos livros encontramos características marcantes das casas na atuação da personagem, e isso pode ser comprovado com seus atos:

Em Harry Potter e a Pedra filosofal:

Corvinal:

“- Genial – disse – Isso não é mágica, é lógica, uma charada. A maioria dos grande s bruxos não tem um pingo de lógica, ficariam presos aqui para sempre. (...) Hermione leu o papel diversas vezes. Depois passou em revista a fila de garrafas, para cima e para baixo, resmungando de si, para si e apontando para as garrafas. Finalmente, bateu palmas.” (J.K. Rowling, 2000 – p. 244)

Grifinória:

“ – Eu! Livros! E inteligência! Há coisas mais importantes, amizade e bravura e, ah, Harry, tenha cuidado!” (J.K. Rowling, 2000 – p. 245).

Em Harry Potter e a Câmara Secreta:

Corvinal:

“- Vamos reenvasar mandrágoras hoje. Agora, quem é que sabe me dizer as propriedades da mandrágora?
Ninguém se surpreendeu quando a mão de Hermione foi a primeira a se levantar.
- A mandrágora é um tônico reconstituinte muito forte – disse Hermione, parecendo, como sempre, que engolira o livro-texto. — É usada para trazer de
volta as pessoas que foram transformadas ou foram enfeitiçadas ao seu estado natural.
- Excelente. Dez pontos para a Grifinória — disse a Prof. Sprout.
- A mandrágora é parte essencial da maioria dos antídotos. Mas, é também perigosa. Quem sabe me dizer o porquê?
A mão de Hermione errou por pouco os óculos de Harry quando ela a levantou mais uma vez.
- O grito da mandrágora é fatal para quem o ouve — disse a garota prontamente.
- Exatamente. Mais dez pontos. Agora as mandrágoras que temos aqui ainda são muito novinhas”. (J.K. Rowling, 2000)

Grifinória:
Harry não sabia se a melhor parte fora Mione correndo para ele aos gritos de "Você solucionou o mistério! Você solucionou o mistério!" (J.K. Rowling, 2000 – pdf)

Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban:

Corvinal:

“- Chama-se vira-tempo – Sussurrou Hermione -, Ganhei da Professora MCGonagall no primeiro dia depois das férias. Estou suando desde o início do ano passado para assistir a todas as minhas aulas. A professora me fez jurar que não contaria a ninguém. Ela teve que escrever um monte de cartas ao Ministério da Magia para eu poder usar isso. Teve que dizer que eu era uma aluna modelo, e que nunca, nunca mesmo usaria o vira-tempo para nada que não fosse estudar... Eu o tenho usado para voltar no tempo e poder reviver as horas e é assim que assisto a mais de uma aula o mesmo tempo entende? Mas...” (J.K. Rowling, 2000)


Grifinória:

- Prometi que não contaria a ninguém – Disse Hermione com severidade.
(J.K. Rowling, 2000)

Em Harry Potter e o Cálice de fogo:

Corvinal:

“- A coisa se resume no seguinte – disse Hermione esfregando a testa -, ou o Sr. Crouch atacou o Vitor, ou outra pessoa atacou os dois, quando Vítor não estava olhando”. (J.K. Rowling, 2001)

Grifinória:

“- Eu nunca o ajudaria com aquele ovo! – exclamou Hermione com ar de indignação. – Nunca. Como é que você pode dizer uma coisa dessas...” (J.K. Rowling, 2001)



A partir do livro Harry Potter e a Ordem da fênix, as ações de Hermione se tornam cada vez mais intensas, tanto om características da Grifinória (como a criação da AD) como característica marcantes da Corvinal (seu conhecimento, sempre tirando os amigos de uma fria.)

Apliquei os trechos dos 4 primeiros livros, pois é até aí que podemos notar uma atuação mais branda da personagem. Quando Voldemort retorna no final de Harry Potter e o Cálice de Fogo, Hermione vai se tornando muito mais ativa.


Em todos os livros a parcela de contribuição da bruxa para com a Casa Grifinória fez dela o que ela é hoje.
Hermione, ao final do da saga, demonstra uma característica maior da Grifinória, A CORAGEM. A Intrusa (que deveria ser da Corvinal) me mostrou que devemos ser dono do nosso destino e fazer o possível para concretizá-lo. Hermione foi corajosa a tal ponto que lançou um feitiço de esquecimento em seus pais, para que os mesmo esquecessem que tem uma filha, para ela poder ajudar a busca pelas Horcruxes.



Hermione, na Grifinória me ensinou valores que levo comigo até hoje. Não tenho palavras suficiente para descrever a minha admiração por ela, mas uma coisa me atrevo a afirmar: com alma de Corvinal, sua presença na Grifinória foi definitiva para a saga ser perfeita.




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