TÃtulo: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens
Autor: Becky Albertalli
Tradução: Regiane Winarski
Editora: IntrÃnseca
Em 2017 voltei a ler Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens simplesmente pelo prazer da nostalgia que ele me proporcionou. Calma, vamos por partes.
Quando comprei o livro não quis lê-lo de imediato, pois sabia (alguns leitores já haviam me dito) que era uma leitura rápida e bem divertida. Então deixei para ler em algum momento de espera.
Estava na sala de espera do Hospital Geral de Fortaleza quando abri as primeiras páginas e comecei a devorar a história de Simon. Basicamente, trata-se da história de um adolescente (gay) que ainda mantêm-se no armário e passa por diversas confusões, muitas dessas, semelhantes as que passei na minha adolescência. Vamos a elas:
O armário: Sim, a famÃlia, por mais que seja óbvio ainda mantêm-se distante da temática: sexualidade.O amor secreto: essa é a parte mais nostálgica, o amor virtual. Acho que boa parte dos adolescentes da década de 2000 acabou por ter um romance virtual e que, ás vezes, quase nos levou a um infarto, pelo medo da descoberta.
Os amigos: Você tem um segredo e conta apenas para uma amiga e quando os outros descobrem há aquela pequena disputa pela sua confiança.
O valentão: Muitos adolescentes, principalmente os gays ainda no armário, têm um valentão em suas histórias. Aquele valentão que vai fazer parte da sua vida, que não é mau, nem bonzinho e que, sua história seria totalmente diferente sem ele.
Junte todas essas caracterÃsticas da adolescência de muitos e transforme em um livro. A certeza de que será um bestsseller é iminente.
Simon segue todas essas caracterÃsticas, porém, com ele acontece o que muitos temeriam: o valentão descobre o seu romance virtual e põe em cheque a concretização da realidade para qual Simon fazia questão de fugir.No meio de indas e vindas, o desenlace pode ser uma surpresa para muitos dos leitores, para mim foi e não falo de uma surpresa boa. Pelo contrário.
Fiquei torcendo o tempo todo para um final, na verdade, até poucas páginas antes do clÃmax, eu tinha a plena certeza de como seria encerrado o romance, porém, caà de cara na lama.
Se você está numa fila (como era o meu caso) ou quer ler algo sem pretensões, ou simplesmente quer uma comédia romântica para passar uma tarde, jogue-se na companhia de Simon.

