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cosmelanio



Atenção: contém muitos spoillers!

Smallville foi a minha primeira série. Claro que na época existiam outras que eu também assistia, mas quando falo primeira, quero dizer que foi aquela a qual assisti do início ao fim. Foi por ela que buscava notícias na internet (que ainda era muito escassa na época) e foi também a primeira (e única) série que comprei quando foi lançada em DVD. Um box com todos os discos contendo todos os episódios, bastidores e especiais.

Smallville é uma série que conta a trajetória de Clark Kent antes de se tornar o Superman, mostrava os seus diversos dramas na cidade de Smallville ou, para nós brasileiros, Pequenópolis.

A série tinha um formato bem diferente da maioria das séries de hoje, pelo menos na grande maioria dos arcos: havia sempre um drama por episódio, um vilão e a descoberta de algo importante para a saga do homem de aço ou de algum personagem próximo a ele. Esse formato está sendo retomado pelas séries do Arrowverso, principalmente pela Supergirl.

O que marcou a série foi a sua abertura onde mostrava os atores principais ao som de “Save-me” de Remy Zero. Até hoje, quem foi da geração dos anos 2000 sabe o que quer dizer o “sambare savemeeeeeeeeeeeeee”.

Esta página é mais um espaço para manter essa série na lembrança, quer dizer, todo nesse blog é para manter algumas coisas na lembrança, mesmo que de forma eletrônica.

Melhor personagem: Chloe Sullivan


Não é desprestigiando o trabalho de Tom Welling e Annette O´Toole (junto com Alisson Mack, considerados os protagonistas da série), mas foi Chloe que carregou a série nas costas. Tanto que quando ela saiu (décima e última temporada), episódios depois ela retornou para uma participação especial. Seu retorno foi tão marcante que ela se tornou, praticamente, o centro dos episódios finais da série.  

Melhor shipper: Clana


Não há casal mais lindo da série do que Clark Kent e Lana Lang. Claro que os dois não ficam juntos por muito tempo, pelo contrário é essa luta para entender o amor dos dois que faz com que esse shipper seja o melhor de Smallville. Nas temporadas 1, 2 e 3 encontramos os dois descobrindo seus sentimentos e lutando para se relacionarem da melhor forma possível. Lana não entende a fuga de Clark, mas o Superboy, levado pelo dilema de ter medo de machucá-la ou colocá-la em perigo por causa de seus poderes, sempre foge dela. A cena em que Lana e Clark se despedem no episódio 14 da oitava temporada é uma das cenas mais sofridas que já assisti. 
Menção honrosa: era no embalo da história dos dois que tivemos as melhores trilhas de Smallville. 


Melhor vilão: Lex Luthor


Uma palavra: perfeito. A melhor interpretação do vilão Lex Luthor veio de Michael Rosenbaum. Eu tinha ódio desse homem, sinal de que o ator é bom.

 Melhor personagem regular: Martha Kent


Martha Kent foi: mãe, amiga, esposa, secretária, doceira, vilã e senadora. Ufa! Para mim, ela é a segunda melhor personagem da série. Sem falar que ela protagoniza uma das melhores cenas na nona temporada (que será apresentada mais adiante).


Melhor personagem de um episódio: Ryan James


Ryan tem o poder de ler mentes e é perseguido por um casal que quer se aproveitar dele. Quando a família Kent decide ajudá-lo, Clark descobre, mesmo que por pouco tempo, o que é ter um irmão. A cena de Clark com Ryan no balão é tão forte que até um homem de aço se derreteria com ela.   


Personagem regular chato: Kara


Não sei se era a personagem ou a atriz (Laura Vandervoort), mas os episódios onde a Kara Zor-El aparecem eram muito chatos. Só não seria a personagem mais chata de toda a série porque o Pete participou das primeiras temporadas (kkkk). 


Episódio mais emocionante: Requiem (8ª Temporada)


Como já mencionado Clark e Lana protagonizaram cenas épicas em Smallville e a cena final do episódio 14 da oitava temporada foi o mais emocionante de toda série. Ali a Lana mostra do que é capaz e a que veio seu retorno.  


Episódio tipo MAS-O-QUÊ??: Hostage (9ª temporada)


Para mim esse episódio foi o maior baque que já levei da série. Comecei achando que seria mais um daqueles chatos de episódios temáticos (fim de ano, natal, halloween, etc.), mas quando veio a descoberta de quem era a Rainha Vermelha, juro, meu coração parou. 


Melhores fotos da abertura: Tom Welling


O que faz dos flashes de Clark na abertura serem os melhores é que eles traziam sempre ele usando seus poderes para ajudar alguém ou um momento muito importante das temporadas anteriores. 

Para concluir, deixo com vocês o vídeo com todas as aberturas de Smallville:




Então é isso, quando tiver com saudades, postarei mais coisas nessa mesma postagem.


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Em quase 30 anos de leituras de Agatha Christie, cheguei a conclusão de que tenho o mesmo gosto que ela. As histórias com enredos e ambientes familiares são os que mais me fascinam, principalmente quando se trata de uma obra policial escrita por ela mesma.

Primeiro, porque os personagens são complexos e sempre nos demonstram ações que, no momento da leitura não compreendemos bem, mas depois, nos momentos finais (onde as revelações vêm à tona) tudo faz sentido. E segundo, porque sempre achamos que podemos deduzir ações e pensamentos dos personagens baseados na posição genealógica em eu que se encontra. Por exemplo, no livro Punição para a Inocência, em determinado momento eu pensava “esse personagem não pode ter feito isso, ela parece uma filha tão boa e tão inteligente”, baseado no que o personagem repassava para mim e mais tarde descubro o que ela escondia e que a própria escritora cuidou de me mostrar. Casos familiares são complexos, talvez, por isso, sejam também os preferidos de Agatha.

A Casa Torta é, dentre tantos dramas familiares de Agatha, o seu melhor.

Sinopse: Nos arredores de Londres há uma mansão com uma inusitada característica: ela é torta. É ali que o milionário octogenário Aristide Leonides mora com a esposa, cinquenta anos mais jovem, além de filhos, noras, netos e uma cunhada, irmã da primeira mulher. Quando a polícia descobre que o patriarca foi envenenado, todos os habitantes da casa se tornam suspeitos, e a discórdia passa a imperar entre os membros da família – sobretudo, olhares desconfiados recaem sobre a jovem viúva. A neta mais velha de Aristide, Sophia, junta-se ao namorado para tentar chegar ao fundo do mistério sobre a morte do avô. Muito mais que um romance policial, A casa torta foi considerado pela própria Agatha Christie como um de seus melhores livros.


Este foi um dos casos mais difíceis que li, sim, devo admitir. Não quero entregar nenhuma informação importante da trama, mas em todos os momentos os personagens se tornam culpados ou têm a possibilidade de serem o culpado. Mas aí chegamos a um ponto crucial: O Motivo. Em uma família de pessoas ricas, com um casarão e uma fortuna enorme, onde havendo a morte do patriarca, todos ganhariam com isso. Todos já tinham, pré-estabelecida, uma boa herança. Se precisassem de dinheiro, a história deixa claro que o Sr. Aristides não se negaria a ajudar a ninguém. Então, motivo, aparentemente, não há. Na própria narrativa encontramos personagens desconcertados quanto a isso.

“Todo mundo nesta maldita casa teve meios e oportunidade. O que eu quero é motivação”
(A Casa Torta, AGATHA CHRISTIE)

Então, pensando assim, ninguém tinha motivo, assim, qualquer um poderia ter feito. Na verdade eu levei esse pensamento até as últimas páginas e quando descobri quem havia envenenado o velho Aristides, fiquei sem chão. Não podia acreditar no que eu estava lendo. Então veio flashes da leitura na minha cabeça, lembranças de passagens e a tradicional explicação do assassino.

O que me deixou sem chão foi justamente o ponto chave da história toda, não foi o assassino, não foi a arma utilizada, nem os meios, foi exatamente o motivo.

Esse livro é muito mais do que uma história policial, é uma narrativa sobre a consciência de membros que habitam a mesma casa e em que todos têm a oportunidade, todos. Mas apenas um será forte o bastante, ou talvez a palavra não seja força, pode ser que, astúcia seja melhor, para dar cabo da vida do patriarca.

Agatha Christie se consolida como a melhor escritora de Romances Policiais de todos os tempos e, para quem quer começar a lê-la, indico que comece por esse livro, ou por outro drama familiar da autora.



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Como uma das personagens mais detestadas na saga Harry Potter, Petúnia Dursley é, na grande maioria das vezes, deixada de lado por parte dos leitores de J.K. Rowling. O que acontece é que esses leitores, por sempre torcerem pelo protagonista, ou os co-protagonistas, acabam por deixar de lado detalhes que a própria autora foi mostrando no decorrer da saga que mostra um pouco da história de muitos personagens, estes que tiveram suas próprias histórias meio apagadas.
 
A história do próprio Dumbledore, por exemplo, foi sendo revelada aos poucos e teve seu ápice a partir do sexto livro (Enigma do Príncipe).

Com a Tia Petúnia não foi diferente. Em vários livros são deixados detalhes que revelam o porquê de ela ser tão amargurada, a sua revolta para com Lílian Evans (e mais tarde Lílian Potter) e toda a sua repulsa pelo mundo da magia.

Abaixo, elenco 10 motivos que me fizeram repensar essa personagem e poder dar uma nova chance a ela, fazendo leituras e vendo os fatos sob a perspectiva de Petúnia. O interessante é colocar-se sempre no lugar do outro, ou ao menos ter uma outra perspectiva além do trio Potter-Granger-Weasley.

Fiz isso quando assisti Naruto (clássico e alguns episódios do Shippuden) onde todos os personagens sempre mostram a sua perspectiva. Depois de fazer isso, analisar os motivos de Petúnia, não que eu concorde com ela ou que aceite toda a sua amargura e atitudes para com Harry Potter e o mundo da Magia, mas faz entender tudo isso e perceber que ela não fora mais do que uma vítima.

Então vejamos o meu raciocínio:


01 – O PILAR DA RELAÇÃO FRATERNA – Percebemos que Petúnia é muito protetora de sua família, sua maior preocupação é ver Duda ou Tio Válter em apuros, se formos pensar mais profundamente, dá pra perceber que quando criança ela já poderia ter essas atitudes para com a irmã Lílian, isso é reforçado quando lembramos do fato de ela ser a irmã mais velha. A família dela era, como a mesma costuma dizer em a Pedra Filosofal, normal. Então, quando chega a carta de convocação para Lílian e ela passa a ser o centro das atenções bem como as constantes viagens para a escola vão fazer com que Petúnia perca aquele sentimento de proteção, aquele “responsabilidade” que a fazia uma irmã tão boa. Lílian estava saindo de debaixo de suas asas e perder uma pessoa que você gosta aos poucos não é nada fácil. Pra ninguém. 

02 – A INVEJA – Creio que sim, que ela sentiu inveja, como qualquer um sentiria. O que poucas pessoas costumam pensar é que Petúnia e Lílian eram crianças. Imaginem a situação: você leva duas crianças ao parquinho, mas só pode comprar sorvete para uma. Foi o que houve. Ver Lílian recebendo a carta e voltando para casa e contando todas as maravilhas de Hogwarts, que convenhamos, é de dar inveja a qualquer adulto, imagina a uma criança. Todas as férias, ouvir de sua irmã o quão maravilhoso é a magia, enquanto você (agora quase filha única) cresce em casa e sem irmãos. Sinceramente, eu não queria estar no lugar dela.

“Ah, ela recebeu uma carta igual a essa e desapareceu, foi para aquela – aquela escola – e voltava para cá nas férias com os bolsos cheios de ovas de sapo, transformando xícaras em ratos. Eu era a única que a via como ela era – um aborto da natureza! Mas para minha mãe e meu pai, ah não, era Lílian isso e Lílian aquilo, tinham orgulho de ter uma bruxa na família!”  
(Harry Potter e a Pedra Filosofal)

03 – A CARTA PARA DUMBLEDORE – Mais uma vez devemos ter em mente que Petúnia também foi criança, ela não nasceu adulta e, quando criança, também teve seus traumas e foi isso que houve com a carta de Dumbledore. Petúnia ao perceber a carta de convocação de Lílian e de ouvi-la falar da escola, é normal que a mesma sinta vontade de ir para um lugar tão maravilhoso também. O que fazer? O que uma criança faria? Sim, escreveria uma carta para o diretor dessa escola pedindo para ser convocada também. Gente, olha o peso dessa ação? Se isso não dói em vocês, eu não entendo o motivo. Tudo bem que a recusa de Dumbledore foi lógica e educada, já que ela não era uma bruxa, mas reflitamos sobre o impacto dessa recusa na vida de petúnia.

04 – SEVERO SNAPE – Além de Lílian e da própria carta de Dumbledore, petúnia percebia em Severo Snape um elo que reafirmava todo o tempo o quanto ela era diferente da irmã, o quanto Lílian era especial e ela não passava de uma pessoa “normal”. Gente, é como dizer para uma criança que sonha em ser bailarina, mas anda em cadeiras de rodas, que ela nunca poderá fazer piruetas. É o bullying de hoje, mais pesado, mais traumático.

05 – A DESCOBERTA DA CARTA – Quando você junta todas essas informações e acrescenta que, Snape (o menino que ela menos gostava) e Lílian (a responsável pela sua amargura) resolvem vasculhar os seus segredos e encontram aquilo que ela nunca ia querer que fosse revelado (carta de Hogwarts).  Percebam que é tombo atrás de tombo. Meu mundo cairia nessa hora. Isso é orgulho ferido.

06 – O PEDIDO DE DUMBLEDORE – Dumbledore escreveu para Petúnia mais uma vez, aquela vez que deixou a carta junto a um bebê: o Harry. Com essa carta vinha não só a criança, mas a notícia de que sua irmã havia morrido. Tudo bem, Petúnia não morria de amores para com Lílian, mas eram irmãs. O amor sempre estará nas veias e isso ela comprova numa cena do filme As Relíquias da Morte.

“Você não perdeu só uma mãe naquela noite em Godric’s Hollow. Eu perdi uma irmã.” 
(Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I)


07 – A HISTORIA SE REPETE – Com a chegada de Harry Potter à casa dos Durleys Petúnia percebe que a história que a levou para o caminho da amargura estava prestes a se repetir. Uma casa com uma família dita “normal” onde haviam duas crianças e apenas uma delas recebera a carta que mudaria sua vida. Harry teria o mesmo destino da mãe e, com certeza, Petúnia pensou no destino de Duda.

08 – HARRY POTTER ERA A LEMBRANÇA DE TUDO DE RUIM – E, convenhamos, Petúnia conviveu com Harry Potter por mais de 11 anos. Olhar para ele era relembrar por tudo o que ela passou, as perdas, a humilhação, o tipo que ela era (sem magia). Harry Potter, mesmo de forma involuntária, representava toda a infância traumática de Petúnia.

09 – MAGIA AINDA ERA UM PERIGO – Por mais que as ações de alguns bruxos tenham sido para com efeitos de correção das ações de outros personagens trouxas, vamos concordar que Magia nunca foi sinônimo de coisa boa para Duda, Tio Válter e até a Tia Guida. Magia sempre trazia algo de ruim para aquilo que Petúnia mais prezava, a família.

10 – ACIMA DE TUDO, ELA ESCOLHEU O AMOR – lembra daquele amor de irmã falado lá no tópico 6 com a morte da Lílian, pois é, amor de verdade não morre e foi esse amor que fez Lílian aceitar Harry Potter sob seu teto. Sabemos que ela não foi uma anfitriã cinco estrelas, e acabamos de discutir todos os prováveis motivos que fizeram com que ela agisse assim. Apesar de TUDO o que ela passou, ainda aceitou Harry Potter na sua casa. Dumbledore não a ameaçou, mas contou a realidade, que Harry Potter, o filho de sua amada irmã, poderia ser morto. Sim, foi o amor por Lílian, mais uma vez, que salvou Harry Potter e mostrou que Petúnia foi mais uma vítima das circunstâncias, da magia e da própria fraqueza.

Diante dos pontos apresentados, acho incrível como uma personagem que é tão rejeitada, tão odiada, possa ter sido tão forte, corajosa e, acima de todas as ações contrárias, possa ter tanto amor dentro de si.

Eu lhe entendo Tia Petúnia, eu lhe entendo.  



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Antes de pegar esse livro pra ler, atente-se ao título e seu complemento "Lucas e Nicolas: um amor adolescente". Então não espere dele mais do que uma história de adolescentes para adolescentes. Mesmo assim não se deixe levar pelos clichês, às vezes isso nos faz perder boas histórias.

SINOPSE: Lucas é um adolescente como qualquer outro: seu corpo cheio de hormônios o enche de desejos e sua cabeça de dúvidas. Na escola, Lucas é considerado um ‘loser’: tímido, péssimo nos esportes e muito inteligente, alvo constante de chacota dos alunos mais ‘populares’ e completamente inábil na arte da conquista amorosa. Mas, no caso de Lucas, algo mais o deixa vulnerável ao assédio dos colegas: ele é gay. E isso faz toda a diferença, principalmente em um ambiente conservador como na pequena cidade do interior paulista onde vive. A tanto sofrimento, soma-se uma novidade: recém-chegado da capital São Paulo, Nicolas é tudo o que ele não é: bonito, forte e popular. E é, talvez, justamente por isso, ou por algum outro motivo que ele não consegue identificar, que Lucas se apaixona pelo seu oposto – ou pelo seu complemento? Como lidar com isso? Pode-se considerar “Lucas e Nicolas”, lançamento do Fábrica231, um livro necessário. Com habilidade, o autor traça um perfil honesto de Lucas, um menino desprotegido e solitário em suas dúvidas e questionamentos acerca de sua orientação sexual. Sem interlocutores que possam ouvi-lo e orientá-lo, resta-lhe o sentimento de vergonha, deslocamento e medo. Afinal, o mundo parece não perdoar quem é diferente. Por conta disso, sofre toda sorte de agressões, verbais e físicas, numa homofobia que é negada conscientemente por seus perpetradores, mas muito presente na vida diária. Na impossibilidade de poder expressar seu afeto, Lucas corre para o abrigo da internet, onde faz um amigo, Matheus, gay assumido, mas que nunca viu ao vivo. Matheus é seu confidente e representa aquele jovem homossexual que tem orgulho de ser quem é. Assume seu caráter único e vive com intensidade toda uma cultura gay que se reflete em músicas, filmes e num linguajar muito peculiar. Ao desabafar sobre Nicolas, ele descobre com Matheus uma informação crucial sobre seu objeto de desejo. Nicolas é o típico aluno popular, forte, bonito e atlético. Mas, por trás de tanta fortaleza, esconde-se uma personalidade frágil, um menino com uma família desajustada, que o obriga a amadurecer cedo. Ele vem da capital para o interior, mas tem dificuldade de se adaptar. Sente saudades dos amigos de São Paulo, e de um em especial. Péssimo nos estudos, ele é obrigado a ter aulas particulares com o CDF do colégio: Lucas. E agora? “Lucas e Nicolas” é um livro necessário, e não apenas porque pode se tornar um espelho na identificação com leitores adolescentes e jovens. É um livro para ser lido por pais, professores e adultos, que muitas vezes – e na maior parte das vezes – não sabem como lidar com o despertar da sexualidade de seus filhos, alunos, sobrinhos e netos. Deixe seu preconceito de lado e acompanhe esta história hilária e (pouco/muito) romântica, embalada pelos (melhores/piores) momentos de nossas vidas.



Pensando dessa forma, o romance aborda a temática da amizade e da homossexualidade de uma forma leve e, porque não dizer, rápida. A narrativa flue de forma a chegarmos ao final da história sem perceber, esperando mais dos personagens.


Nicolas é o típico garoto novo da cidade. Ainda não se revela como gay, mas se aceita numa boa. Já Lucas ainda não se encontra como gay, mas vai descobrindo-se no decorrer da história. Há também os personagens secundários que irão ajudá-los, mas ganham destaque como Matheus e Laís.

A história é cheia de típicas ações pelas quais adolescentes Gays passam: Bullying, Preconceito, Conflitos familiares e a busca por amizades que valham a pena. Diante disso, o romance cumpre o papel de discutir essas polêmicas, se utilizando de uma linguagem acessível e, muitas vezes, de fatos que aparecem como de sopetão.
Esses fatos pegam os leitores mais experientes e os deixam a ver navios por esperarem demais deles.
  
Ponto positivo: É um romance no estilo David Levithan (que por sinal é citado na trama) e John Green o que torna tudo tão próximo do público alvo.

Ponto negativo: A narrativa é bem planejada, mas poderia ser melhor desenvolvida no papel. Há personagens desnecessários e fatos que acontecem sem uma preparação do leitor, mas isso não é de todo ruim, como falei desde o início desse texto, é um prato cheio para o público alvo (adolescentes).

Menção Honrosa: Laís aparece de forma definitiva apenas nos capítulos finais da última parte (de três). Mas mostra-se uma personagem cativante, forte e inesquecível.

Lucas e Nicolas me lembra também o filme e o curta dos "Sozinhos" Gabriel, Leonardo e Gi.

Por apresentar uma narrativa, com dois, três ou mais protagonistas, o autor escreve uma história de forma parecida a tantas outras, abaixo, deixo alguns desses exemplos para quem quiser buscar novas leituras.


De modo geral, é um bom livro, com uma história que deve ser lida e passada adiante em uma realidade onde a intolerância parece estar em todos os lugares, postagens e mensagens da mídia.  



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Rachel Argyle era casada com Leo Argyle e tinham 5 filhos. Todos eram adotados, e o histórico de Rachel mostra que ela sempre foi uma mãe descontrolada. Amava demais, dava carinho demais, proporcionava tudo do bom e do melhor.



SINOPSE: Esta é a história da família Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, talvez o mais intempestivo dos filhos, mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão. Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai colocar toda a família sob suspeita. Jogando com as ambiguidades dos sentimentos familiares, Agatha Christie monta um quebra-cabeça psicológico de culpa, vingança e segredos de sangue

 Numa noite a Rachel é encontrada morta e seu filho problemático é acusado do crime. Ele é preso, mas diz ter um álibi. No entanto, esse álibi não apareceu porque estava numa excursão e havia sofrido um pequeno acidente. O réu morre na prisão vítima de pneumonia e, então, todos voltam as suas vidas normais.

Quando o álibi retorna à história e prova que o filho acusado de matar a mãe, não o fez, é que os Argyles vão reviver momentos tensos de medo e desconfiança.


Fora os filhos, estão também envolvidos a governanta (que fora babá das crianças), a secretária de Leo Argyle e o genro inválido do Sr. Argyle.

Um deles é o assassino.

Opinião:
"Tensões e suspeitas familiares são habilmente orquestradas, e a solução é tipicamente surpreendente."
(New York Times)

Neste Romance Agatha Christie faz com maestria o ponto forte de seus romances: os laços familiares. É cada intriga, cada reviravolta que o próprio leitor desconfia de tudo e de todos. Gostei muito da ambientalização e das características das personagens femininas, sendo mostradas sempre tão decididas e imponentes.

Neste livro não aparecem nenhum de seus detetives famosos Hercule Poirot ou Miss Marple, mas a trama é igualmente ágil e interessante.                                                                 
                                                                   
Por um momento eu considerei o mesmo final de Assassinato No Expresso Do Oriente, mas achei que seria injusto com muito deles ali.

O título fala de Punição para um inocente e o tempo todo percebemos que a chave do mistério reside nele. Ser inocente, ás vezes, dependendo do contexto, também vem a ser um CRIME.




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Considerada como uma de suas obras mais magníficas, E não sobrou nenhum me fez gostar ainda mais de Agatha Christie e da forma como amarra suas histórias. Sempre que leio um de seus romances tenho um árduo trabalho de ir anotando, sublinhando e tecendo teorias e, pra falar a verdade, esse foi um dos mais difíceis de fazer isso. 

Só vim ler o romance depois de um amigo ter feito muitos comentários positivos e o fato de eu ter descoberto uma minissérie feita pela BBC One em 4 capítulos só aguçou ainda mais essa vontade. 


Sinopse: E não sobrou nenhum (anteriormente publicado como O caso dos dez negrinhos) é talvez o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?


10 pessoas estão numa ilha e cada uma é acusada de um crime. Na mansão há um conjunto de 10 soldadinhos que fazem alusão a um poema. O que achei mais incrível no livro é a forma como as mortes vão acontecendo, fazendo referência ao poema infantil já conhecido (no universo dos personagens). 

Eis o poema:

 Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;

Um deles se engasgou, e então sobraram nove.


Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito;

Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.


Oito soldadinhos vão passear e comprar chiclete;

Um não quis mais voltar, e então sobraram sete.


Sete soldadinhos vão rachar lenha, mas eis;

Que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.


Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco;

A abelha pica um, e então sobraram cinco.


Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato;

Um ficou em apuros, e então sobraram quatro.


Quatro soldadinhos vão ao mar; um não teve vez;

Foi engolido pelo arenque defumado, e então sobraram três.


Três soldadinhos passeando no zoo, vendo leões e bois;

O urso abraçou um, e então sobraram dois.


Dois soldadinhos brincando ao sol, sem medo algum;

Um deles se queimou, e então sobrou só um.


Um soldadinho fica sozinho, só resta um;

Ele se enforcou, e não sobrou nenhum.

A cada morte ocorrida, menos um suspeito. Até chegar ao ponto em que não temos mais para onde correr e o culpado tem que ser descoberto o quanto antes. Agatha Christie encerra um romance e te dá um assassino capaz de te deixar irado.    



A BBC One adaptou o romance em uma minissérie de 04 capítulos e a história da TV foi muito fiel ao livro, o que é raro de se encontrar hoje em dia. Abaixo deixo a abertura da minissérie feita pelo canal, que por sinal, é muito bem feita e faz referências ao enredo com os próprios soldadinhos na vinheta. 

Vale muito a pena ler o livro antes da série, pois, por mais que o programa seja fiel, os detalhes da narrativa vão fazer toda a diferença no momento em que o leitor se torna o investigador.





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O sentimento que fica é " Eureca!" Sim. Bem antes da revelação do assassino por Monsieur Poirot, eu já o sabia pelas anotações por mim feitas. Admito que me faltou muita explicação, mas acertei as pistas fundamentais, o conhecimento de um caso parecido me ajudou a resolver o enigma. A narrativa também foi um forte ponto que me ajudou.


SINOPSE: Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.

 Muitos dizem que "O Assassinato de Roger Ackroyd" é a obra-prima de Agatha Christie, embora eu não concorde, devo dar a ela o mérito de uma obra completa, bem estruturada, com fatos bem amarrados e um crime para encher os olhos dos fãs do gênero. Destaque especial para Caroline Sheppard, irmã do narrador, Dr. James Sheppard. Uma mulher que me lembrou, e muito, a minha rainha Miss Marple.

Roger Ackroyd é assassinado e motivos não faltam, assim como possíveis suspeitas. Sete personagens se beneficiariam com a morte de Ackroyd, e no desenrolar da história todas essas teorias vão caindo por terra, restando apenas aquela que é a real intenção. Todos mentem. TODOS. Não acredite em pontos de vista.

Curiosidade: Ã‰ considerado uma das obras-primas de Agatha Christie, ainda que a solução do mistério cause grande polêmica. Além da escritora ter usado um recurso inédito, ela ainda despreza as convenções dos romances policiais.



Com um final surpreendente, até para quem já o esperava, Agatha Christie, realmente, se consolida como a Rainha do Crime.





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