Não é sobre quem a matou, mas o quê.
Rachel Argyle era casada com Leo Argyle e tinham 5 filhos. Todos eram adotados, e o histórico de Rachel mostra que ela sempre foi uma mãe descontrolada. Amava demais, dava carinho demais, proporcionava tudo do bom e do melhor.
SINOPSE: Esta é a história da família
Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, talvez o mais intempestivo
dos filhos, mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão.
Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai
colocar toda a família sob suspeita. Jogando com as ambiguidades dos
sentimentos familiares, Agatha Christie monta um quebra-cabeça psicológico de
culpa, vingança e segredos de sangue
Quando
o álibi retorna à história e prova que o filho acusado de matar a mãe, não o
fez, é que os Argyles vão reviver momentos tensos de medo e desconfiança.
Fora
os filhos, estão também envolvidos a governanta (que fora babá das crianças), a
secretária de Leo Argyle e o genro inválido do Sr. Argyle.
Um
deles é o assassino.
Opinião:
"Tensões e suspeitas familiares
são habilmente orquestradas, e a solução é tipicamente surpreendente."
(New
York Times)
Neste
Romance Agatha Christie faz com maestria o ponto forte de seus romances: os
laços familiares. É cada intriga, cada reviravolta que o próprio leitor
desconfia de tudo e de todos. Gostei muito da ambientalização e das
características das personagens femininas, sendo mostradas sempre tão decididas
e imponentes.
Neste
livro não aparecem nenhum de seus detetives famosos Hercule Poirot ou Miss
Marple, mas a trama é igualmente ágil e interessante.
Por
um momento eu considerei o mesmo final de Assassinato No Expresso Do Oriente,
mas achei que seria injusto com muito deles ali.
O
título fala de Punição para um inocente e o tempo todo percebemos que a chave
do mistério reside nele. Ser inocente, ás vezes, dependendo do contexto, também
vem a ser um CRIME.




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