Não é sobre quem a matou, mas o quê.

by - 19:51:00



Rachel Argyle era casada com Leo Argyle e tinham 5 filhos. Todos eram adotados, e o histórico de Rachel mostra que ela sempre foi uma mãe descontrolada. Amava demais, dava carinho demais, proporcionava tudo do bom e do melhor.



SINOPSE: Esta é a história da família Argyle, sob a qual paira uma tragédia: Jacko Argyle, talvez o mais intempestivo dos filhos, mata a mãe em um arroubo de loucura. Ele é preso, julgado e condenado, mas acaba morrendo na prisão. Quando todos estão retomando suas vidas, aparece um novo elemento que vai colocar toda a família sob suspeita. Jogando com as ambiguidades dos sentimentos familiares, Agatha Christie monta um quebra-cabeça psicológico de culpa, vingança e segredos de sangue

 Numa noite a Rachel é encontrada morta e seu filho problemático é acusado do crime. Ele é preso, mas diz ter um álibi. No entanto, esse álibi não apareceu porque estava numa excursão e havia sofrido um pequeno acidente. O réu morre na prisão vítima de pneumonia e, então, todos voltam as suas vidas normais.

Quando o álibi retorna à história e prova que o filho acusado de matar a mãe, não o fez, é que os Argyles vão reviver momentos tensos de medo e desconfiança.


Fora os filhos, estão também envolvidos a governanta (que fora babá das crianças), a secretária de Leo Argyle e o genro inválido do Sr. Argyle.

Um deles é o assassino.

Opinião:
"Tensões e suspeitas familiares são habilmente orquestradas, e a solução é tipicamente surpreendente."
(New York Times)

Neste Romance Agatha Christie faz com maestria o ponto forte de seus romances: os laços familiares. É cada intriga, cada reviravolta que o próprio leitor desconfia de tudo e de todos. Gostei muito da ambientalização e das características das personagens femininas, sendo mostradas sempre tão decididas e imponentes.

Neste livro não aparecem nenhum de seus detetives famosos Hercule Poirot ou Miss Marple, mas a trama é igualmente ágil e interessante.                                                                 
                                                                   
Por um momento eu considerei o mesmo final de Assassinato No Expresso Do Oriente, mas achei que seria injusto com muito deles ali.

O título fala de Punição para um inocente e o tempo todo percebemos que a chave do mistério reside nele. Ser inocente, ás vezes, dependendo do contexto, também vem a ser um CRIME.




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